domingo, 23 de junho de 2013

Por que os peixes ficam coloridos?


Qual a importância da cor dos peixes?

Peixes mais coloridos não apenas são mais bonitos ao nosso olhar, mas denotam também possuir maior saúde. Na natureza, como em nossos aquários, a coloração é uma das evidências que indicam aos demais peixes não apenas o próprio grau de boa saúde, mas também uma “qualidade genética” superior: os peixes com cores mais “fortes” são sempre os que conseguiram se alimentar mais e melhor! E isso indica uma série de capacidades coligadas – maior força, maior habilidade, maior inteligência etc.

Resumidamente, indivíduos melhor adaptados e “mais aptos”: aqueles que vão ter mais chance de se reproduzir e perpetuar a espécie, pois são os que escolhem entre si os melhores – e mais coloridos – parceiros, passando essa melhor genética a seus descendentes.
As cores dos peixes se dão devido à pigmentação da pele, ou seja, pelo acúmulo de pigmentos orgânicos naturais. Existem dois tipos distintos de coloração em peixes (e que podem ocorrer simultaneamente): os chamados biocromos, que são os pigmentos naturais coloridos em si; e a chamada coloração estrutural, que são as cores metálicas reflexivas.

Os biocromos (pigmentos coloridos) são, basicamente, os carotenóides e melaninas. Carotenóides são sempre os responsáveis pelas fortes e brilhantes colorações vermelhas e amarelas (e seus tons intermediários) dos peixes. É vital saber que carotenóides não são produzidos por peixes; eles conseguem esse pigmento exclusivamente via alimentação! Ou seja, em aquário, o alimento dos peixes deve ser rico em matérias primas naturalmente ricas em carotenóides – como a alga Spirulina, crustáceos, moluscos, certos vegetais (pimentões, cenouras), entre outros. Já as melaninas são os pigmentos escuros, notadamente marrom e preto, que formam o fundo ou faixas e listras escuras em peixes.

Por outro lado, a chamada coloração estrutural é a responsável pelas cores metálicas, como os azuis, prateado e verde – esse último só se forma quando o azul estrutural cobre ou é coberto por camada de carotenóides amarelos: azul + amarelo = verde! A coloração estrutural se dá por pigmentos não-coloridos em forma de cristais, chamados purinas, sendo nos peixes, a principal delas a guanina. Esses pigmentos apenas refletem a luz como um todo (gerando a cor “prateada”) ou apenas determinadas faixas da luz, de forma iridescente (caso do azul metálico de vários peixes). Esse tipo particular de pigmento é formado a partir de aminoácidos específicos, geralmente encontrados em maiores quantidades e melhores proporções em matérias-primas oriundas do meio aquático, como as algas Spirulina e Hemaetococcus, moluscos, crustáceos, farinha de peixe etc.

Os pigmentos normalmente se concentram em células específicas da pele dos peixes, chamadas cromatóforos – células irregulares, geralmente com muitas ramificações – mas também podem se depositar na própria pele (deme e/ou epiderme), nos olhos, órgãos internos e outros locais. Uma curiosidade sobre os cromatóforos é que eles podem ter controle nervoso pelo peixe, o que quase todo aquarista ou curioso já percebeu quando faixas negras “somem” ou ficam rapidamente escuras de acordo ao estado psicológico do peixe – quando assustado ou relaxado; quando tranqüilo ou disputando com outros peixes, entre outras situações.

Os cromatóforos recebem e armazenam os pigmentos de diversos tipos. Esses pigmentos são obtidos pelos peixes na alimentação, já prontos (caso de carotenóides), ou como matéria prima (aminoácidos) para produção pelo próprio peixe (melaninas, guaninas). Apenas alimentos de alto valor nutricional trazem quantidades desses nutrientes corretos.

O alimento, depois de ingerido pelo peixe, é digerido de forma semelhante ao que os demais animais fazem. A digestão começa no estomago do peixe, onde enzimas quebram o alimento até o tamanho de moléculas que possam ser efetivamente absorvidas. Esse bolo alimentar segue para o intestino, onde a digestão se completa e se dá efetivamente a absorção de todos os nutrientes. Esses nutrientes serão conduzidos pelo o sistema circulatório até cada célula do corpo do animal, nutrido-os de acordo às suas demandas: por exemplo, células ósseas receberão vitamina D, cálcio, certos aminoácidos.

Exatamente dessa mesma forma, os pigmentos serão “entregues” aos cromatóforos de acordo ao seu tipo e cor: melanóforos são abastecidos de melaninas (cores marrom / preto); iridóforos de guaninas (cores reflexivas); xantóforos (cor amarela); eritróforos (cor vermelha). Já a coloração estrutural se dá nos chamados iridóforos, ou criando camadas cristalinas de guaninas sob a pele dos peixes.

Como conseguir a melhor coloração nos peixes de meu aquário?

Em nossos aquários, os peixes não têm a mesma oferta natural de alimentos ótimos, ideais a cada espécie como encontrariam na natureza. Ficam restritos àquilo que o aquarista lhes fornece. Daí a enorme importância em selecionar cuidadosamente o que oferecer aos seus peixes. Alimentos de procedência e qualidade comprovada são fundamentais para manter não apenas a coloração dos peixes, mas fundamentalmente sua saúde, e vice-versa, já que apenas alimentos realmente nutritivos e de perfeita bio-disponibilidade trazem a coloração plena dos peixes. Essa é uma das maneiras simples de verificarmos se a alimentação é de boa qualidade: não apenas ocorre pleno desenvolvimento do peixe, como também o impacto sobre sua coloração, realçada de maneira nítida.

O alimento ideal no aquário são os industrializados, pois possuem fórmulas nutricionalmente balanceadas e completas. Mas não basta ser industrializado: tem que ter alto padrão de qualidade. Para atingir esse alto padrão, é fundamental o cuidado desde a seleção das matérias-primas: os ingredientes devem ser apenas partes nobres ou integrais, sempre que possível oriundos do meio aquático, pois esses tem quase sempre em sua composição nutricional um equilíbrio de nutrientes muito mais próximo das demandas nutricionais dos peixes – inclusive os pigmentos necessários às suas colorações. Afinal, os peixes vivem há bilhões de anos no ambiente aquático, e é apenas de lá que conseguem seus nutrientes, adaptando-se e evoluindo baseados nessa oferta nutricional.

Alimentos formulados em base de subprodutos (literalmente, restos), ingredientes não aquáticos ou ainda aqueles baseados em farinhas e farelos de cereais não são adequados às altas exigências dos coloridos peixes tropicais, porque não apresentam quantidades adequadas de nutrientes (subprodutos) ou por serem completamente desbalanceados, carentes ou até ausentes em nutrientes vitais aos peixes – cereais, por exemplo, são sempre deficientes em certos aminoácidos essenciais aos peixes. Esses alimentos mal-formulados, entre outras limitações, não trazem pigmentos naturais para os peixes, o que o fabricante tenta muitas vezes disfarçar colocando pigmentos artificiais. Fica atrativo aos olhos do aquarista, porém de aproveitamento “zero” aos peixes: essas verdadeiras “tintas artificiais” não são aproveitadas em nada pelos peixes, sendo excretadas na mesma forma que foram consumidas, em nada influindo para a coloração do peixe – quando muito, no uso repetido, causam alergias, inflamações ou tumores nos peixes.

Sera pesquisa e aplica a seus alimentos, há mais de 40 anos, as mais modernas descobertas científicas e técnicas de produção que garantem não apenas a melhor coloração, mas também a melhor saúde geral de seus peixes, sem desperdícios que poluem a água do aquário. Além disso, é a única a empregar sempre ampla variedade e quantidade de organismos aquáticos e demais matérias-primas 100% naturais em suas partes nobres, que além de nutrir adequadamente, são ricos em pigmentos e demais ingredientes naturais específicos para a coloração plena e saudável dos peixes.

ALIMENTO SERA:

(1) Sera San
(2) Sera Flora
(3) Sera Discus Granulat
(4) Sera Spirulina Tabs
(5) Sera Granuar
(6) Sera Bettagran

CARACTERISTICA:

(1) flocos
(2) flocos
(3) grânulos
(4) pastilha adesiva
(5) grâulos grandes
(6) grânulos pequenos

TAMANHO DOS PEIXES:

(1) pequenos – médios
(2) pequenos – médios
(3) pequenos a grandes
(4) pequenos a grandes
(5) grandes a gigantes
(6) específico a bettas

HABITO ALIMENTAR:

(1) carnívoro – onívoro
(2) herbívoro – onívoro
(3) carnívoro – onívoro
(4) herbívoros – onívoro
(5) carnívoro
(6) carnívoro

Fruto dessa pesquisa, alimentos como sera Discus Color Blue e sera Discus Color Red foram desenvolvidos com uma sólida base alimentar com todos os nutrientes necessários à saúde plena, padrões ótimos de digestibilidade e conversão alimentar, com reforço de aminoácidos ótimos para o realce da cor azul na Discus Color Blue, e reforço de carotenóides ultra-biodisponíveis na Discus Color Red.

domingo, 27 de maio de 2012

Venustus

Nome Popular: Freibergi Nome Científico: Nimbochromis venustus Família: Cichlidae Origem: África - Lago Malawi (Haplochromideos) Características: Possuem o corpo todo amarelo pálido com várias manchas escuras. Nos machos adulto aparece uma coloração azul principalmente na parte inferior da cabeça. Barbatanas dorsal, peitoral, anal e caudal amarelas com um leve debruado de azul claro. Comportamento / Sociabilidade: Bastante agressivo e territorial. Predador nato, que se colocado junto a peixes menores que ele, irá comê-los. Melhor sem mantido junto com outros peixes de grande porte. Posição no Aquário: Todo o Aquário pH: 7.5 a 8.5 gH: 4 a 6 kH: 6 a 8 Temperatura: 22 a 27 ºC Tamanho Adulto: 25 cm Alimentação: Carnívoro, dando preferência a alimentos que contenham proteína animal. Aceita bem alimentos congelados e/ou vivos. E rações industrializadas em flocos e/ou grãos. Reprodução: Incubador bocal maternal. Duração de aproximadamente 21 dias. Dimorfismo Sexual: Como já foi dito nas suas características , os machos se diferenciam claramente das fêmeas

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Rásbora Arlequim


Trigonostigma heteromorpha
Nome Popular: Rasbora Harlequim, Harlequin rasbora
Família: Cyprinidae
Distribuição geografica: Ásia; Tailândia até Sumatra, Indonésia
pH: 5.0 – 7.0 dureza: 5 – 12
Temperatura: 22º – 28ºC
Tamanho adulto: 5 cm
Sociabilidade: Pacífico, comunitário, gregário.
Manutenção: Fácil
Zona do aquário: Meio

Aquário mínimo: 60x 30cm x 30cm (54L) – Aquário deverá conter bastante plantas formando refúgios.

Alimentação: Onívoro, essencialmente carnívoro. Alimenta-se de crustáceos bentônicos, vermes e insetos. Em cativeiro aceitam alimentos secos, especialmente flocos, sem dificuldades.

Características: Habita igarapés e afluentes com forte presença de macrófitas aquática. Ocorre em água escura (black water) e ambiente lêntico. Anteriormente era classificado como espécie do gênero Rasbora, mas foi separado devido a última revisão em 1999 por Kottelat e Witte, embora seu nome popular ainda refere-se ao antigo gênero.

Em aquário é uma espécie bastante tranquila, sendo ideal para aquário densamente plantado e comunitário. É uma espécie gregária por natureza e deve ser mantido em pelo menos 10 espécimes.

Reprodução: Ovíparo, disseminador de substrato; pais não cuidam da progênie. Fêmeas maduras são maiores e possuem ventre mais redondo que os machos. Observe os flancos, normalmente os que apresentam coloração negra mais escura são machos, enquanto as fêmeas são mais “cheias” e apresentam coloração negra mais pálida.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Pintado


Pseudoplatystoma corruscans
Nome Popular: Surubim Pintado, Spotted sorubim, Cachara, Surubim, Sorubim, Pintado
Família: Pimelodidae
Distribuição: América do Sul, bacia do São Francisco e Paraná
pH: 6.0 – 7.6 dureza: – temperatura: 22º – 30ºC
Tamanho médio: 120 cm de comprimento e 20 kg de peso
Sociabilidade: Pacífico, predador
Manutenção: Fácil
Zona do aquário: Fundo
Aquário mínimo: Recomendado somente para aquários públicos ou lagos de grande porte
Alimentação: Carnívoro, piscívoro. Aceita praticamente qualquer tipo de alimento, mas deve-se fornecer alimentos vivos periodicamente
Características: Peixe de hábito noturno, é um grande predador. Migratório, costuma ficar oculto entre as raízes submergidas de árvores esperando alguma presa, predam quase que exclusivamente peixes e por isso são chamados de piscívoros.

Bastante comprido horizontalmente, com cabeça em forma de pá plana; estremidades da nadadeira caudal é curvado para dentro. Sua coloração é bastante confundida com outras espécies do gênero, principalmente quando juvenil, uma vez que possuem coloração cinza característica em seus flancos, quando adultos surgem pontos negros na região dorsal.

Bastante apreciado na pesca comercial e esportiva, mas deve-se ter cuidado ao manuseá-lo devido a presença de forte espinhos nas nadadeiras peitorais e dorsal.

Reprodução: Desconhecido em cativeiro; em seu ambiente natural realiza migrações para cabeceiras dos rios para desovar; normalmente entre Dezembro e Fevereiro.



quinta-feira, 29 de março de 2012

Tucunaré


O Tucunaré é um peixe de água ácida 6.2 originalmente, e vive bem em um pH próximo de até 7.2 (mesmo levemente alcalino).

A decoração pode ser à base de pedras grandes e troncos, mas sempre lembrando de evitar arestas cortantes e pontas afiadas. Com um animal rápido como o tucunaré, os danos são ainda piores. Plantas são muito apreciadas (mesmo artificiais).

Eu não recomendo dourados em aqua, nem convivendo com nada. Crescem demais e são muito ativos e agressivos, sem mencionar a "mania" de darem umas mordiscadas nos peixes e fazerem um belo estrago. Traíras são uma combinação complicada... Se forem pequenas, virarão lanche. Se forem grandes, podem tentar lanchar o tucunaré, sem falar que as mordidas fazem grande estrago.

Iluminação moderada, preferencialmente com plantas flutuantes ou que cheguem à superfície (mesmo artificiais, repito), de modo a oferecer um local abrigado da luz para os tucunarés. Isso os deixa muito mais calmos e menos propensos a pularem do aqua.

Filtragem... A mais intensa possível. São peixes grandes, que se alimentam de matéria animal e produzem muitos compostos nitrogenados, logo impõem um grande bioload ao sistema.

Alimentação... Presas vivas são uma necessidade, ainda que de forma esporádica. Não há nenhuma ração que possa suprir a "carência emocional" de um predador, e a intensificação das cores dos tucunarés após se alimentarem de presas vivas é algo impossível de ser contestado. A maioria dos espécimes aceita alimentos "mortos", frescos, e alguns aceitam ração industrializada, mas nenhum tucunaré perde o instinto de caça nem recusa uma presa viva.

A melhor forma de manter um tucunaré é adquirir um espécime bem jovem, que crescerá no ambiente do aqua e ficara menos propenso a pular e aos "acessos" comuns nos espécimes maiores, onde o peixe chega a se jogar contra os vidros e a decoração, podendo machucar-se seriamente.

São animais de baixa agressividade, apesar de serem excelentes predadores. Isso significa que aquilo que não cabe na boca normalmente é deixado em paz, sendo a agressividade mais direcionada a outros tucunarés, sendo da mesma espécie ou não.

As companhias mais indicadas são espécies de médio a grande porte, claramente maiores que suas bocas, e de agressividade moderada.

Costumes:
Têm hábitos diurnos. São as únicas espécies de peixes da Amazônia que perseguem a presa, ou seja, após iniciar o ataque, não desistem até conseguir capturá-las, o que os torna um dos peixes mais esportivos do Brasil.

Existem em média 15 especie de Tucuranés ele crecem de 50cm até 100cm, entre eles tem:

Tucunaré Comum (Cichla temensis) tamanho médio aproximadamente 90 cm e peso de 13 kg.
Tucunaré Borboleta (Cichla orinocensis) tamanho médio 50 cm de comprimento e 3 kg de peso.
Tucunaré Mono (Cichla monoculus) tamanho médio 50 cm de comprimento e 3 kg de peso.
Tucunaré Kelberi (Cichla kelberi) tamanho médio 60 cm de comprimento e 4 kg de peso.
Tucunaré Azul (C. piquiti) tamanho médio aproximadamente 100 cm e peso de 15 kg.
Tucunaré Paca (C. temensis) tamanho médio 70 cm de comprimento e 5 kg de peso.
Tucunaré Açu (C. pinima) tamanho médio aproximadamente 100 cm e peso de 15 kg

Nome popular: Tucunaré
Família: Cichlidae Ciclídeos
Origem: Bácia Amazônica
Tamanho máx: 100cm
Ph: 6.2 a 7.2
Temperatura: 25ºC a 30ºC
Aquário mínimo: acima de 500L
Alimentação: Carnivoro predador
Reprodução: Machos adultos apresentam calombo na testa, que se acentua na época de reprodução, as fêmeas são menores, possuem coloração mais discreta e formas mais arredondadas
Observações: Relativamente agressivo, come peixes pequenos

Logicamente, só adquira um espécime jovem de tucunaré se possuir um "plano B" para quando ele crescer mais, ou seja, um aquário maior, aquário público, outro aquarista ou mesmo a panela. Nem pensar em soltar um Tucunaré mantido em cativeiro na natureza.