Família: Loricariidae
Origem: América do Sul / Bacia do Rio Xingu
Sociabilidade: Sozinho, Casal
Ph: 5.8 a 7.2
Dureza da água: mole a média
Temperatura: 25ºC a 29ºC
Expectativa de vida: Cerca de 8 a 10 anos
Manutenção: Fácil
Tamanho adulto: Aproximadamente 20 a 25 cm
Alimentação: Onívoro com tendência a herbivorismo, se quiser incentivar a reprodução e manter seu cascudo saudável, complemente sua dieta oferecendo – além das rações específicas para peixes de fundo – alimentos de origem vegetal, como por exemplo: abóbora, pepino, abobrinha, alface, couve, vagem, ervilha, batata (ocasionalmente), etc. Alimente seu cascudo pouco antes de apagar as luzes do aquário.
Dica Alimentação: RsDiscus: As seguintes rações atendem às necessidades alimentares desta espécie – JBL Novo Fect Tabletes, JBL Premium Tabis, Sera Plankton Tabs, Sera Spirulina Tabs, Sera Viformo, Sera Vipachips, Tetra Min Tropical Tablets, Tetra Veggie Algae Wafers Extreme. Lembre-se de sempre alternar as rações para oferecer uma dieta rica e variada.
Dimorfismo Sexual: É mais fácil sexá-los quando os vemos por cima, a fêmea costuma ter o ventre um pouco mais roliço que o do macho, os machos são maiores e mais robustos, apresentam odontodes (pequenos “espinhos”) nas nadadeiras peitorais e ao longo de parte do corpo. Importante: estas características aparecem em peixes no final do estágio juvenil e em adultos, a diferença sexual entre filhotes é mais difícil de ser observada.
Comportamento: São peixes territoriais com os da mesma espécie e semelhantes e pacíficos com os demais, podem ser facilmente mantidos em aquários comunitários, desde que com companheiros compatíveis.
Reprodução: Separe o casal em um aquário próprio para a reprodução, sem outros peixes que possam importuná-los ou tentar comer seus ovos e filhotes, ofereça alimentação reforçada (incluindo proteína animal) e quando a fêmea estiver visivelmente mais roliça (cheia de ovos), realize uma troca de água volumosa – cerca de 50% – e levemente mais fria, aumente a vazão da filtragem criando uma leve correnteza e aumentando a oxigenação. Repita o procedimento até que a fêmea desove.
Geralmente o macho cuida da desova, desde sua postura até a eclosão.
Os ovos, por sua vez, são aderentes e eclodirão dentro de alguns dias, após a eclosão, os alevinos irão consumir o saco vitelino, depois podem ser alimentados com nauplios de artêmia, microvermes, infusórios, ração específica para alevinos de ovíparos. Recomenda-se usar filtro interno de espuma ou então colocar perlon na entrada de água do filtro externo para evitar sugar os filhotes quando em aquários próprios para reprodução.
Tamanho mínimo do aquário: 250 litros.
Outras Informações: Do Latim, Scobis = “serragem” e do Grego, agkistron= “gancho”. O epíteto específico - aureatus - refere-se ao douradodas faixas presentes nas bordas das nadadeiras.
Estes peixes apresentam sua coloração de forma vívida apenas quando mantidos em ambiente ideal, peixes em situação estressante (baterias de lojas, logo após o transporte, etc) podem apresentar coloração muito pálida, que é facilmente revertida ao ser transferido para um local com parâmetros e necessidades adequadas à espécie.
A maioria dos cascudos vive junto ao substrato, infelizmente, este comportamento frequentemente leva ao erro de serem comprados e/ou vendidos como peixes que se alimentam de restos encontrados pelo aquário e que irão "limpar o fundo" do seu aquário. Embora eles se alimentem de pedaços de ração que cheguem ao substrato, não o mantém "limpo". Na verdade, a manutenção do substrato se torna ainda mais importante quando você mantém cascudos no aquário! Eles podem desenvolver sérias infecções nos barbilhões (aqueles filamentos que ficam ao redor da boca) quando mantidos em contato com substratos sujos ou em condições adversas.
Existe uma grande variedade de rações específicas para peixes de fundo (já citadas na parte destinada à alimentação deles), elas devem ser a base da alimentação dos seus cascudos, nada de deixá-los se alimentando apenas de restos!
Apresentam raios duros nas nadadeiras, peitorais e dorsal, que servem como defesa contra predadores e não são raros os casos em que, ao manter peixes muito grandes junto com cascudos menores, os mesmos fiquem presos na boca do predador podendo levá-los à morte ou a infecções terríveis causadas pelos ferimentos. Existem vários relatos em fóruns de aquarismo, onde peixes grandes como o Apaiari (Oscar) tentou comer um cascudo de porte menor e acabou entalado, resultando na morte do cascudo e até algumas vezes na do próprio ciclídeo guloso.
Portanto, cuidado com os companheiros de aquário! Nada de deixá-los com peixes que apresentem bocas grandes o suficiente para tentar engolí-los.
O aquário ideal deve possuir um substrato fino que não machuque seus delicados barbilhões nem permita o acúmulo de detritos que possam contribuir para deteriorar a qualidade da água, sendo, neste caso, a areia o mais indicado. Caso opte por usar cascalho de rio – que possui granulometria maior – lembre-se sempre de sifonar bem o fundo para evitar o acúmulo de detritos. Folhas e troncos também são recomendados, a iluminação não deve ser muito forte e, apesar da ampla faixa de pH e GH, preferem águas mais ácidas e moles.
É extremamente importante o monitoramento dos parâmetros da água, para isto são recomendados os testes periódicos de pH, GH, KH, Amônia, Nitrito e Nitrato. Existem produtos que testam certos parâmetros constantemente, sem que o aquarista necessite fazê-los a toda hora e que permitem um monitoramento 24 horas, são eles o Seachem Ammonia Alert e Seachem pH Alert.
Igualmente importante é a manutenção constante da temperatura da água para evitar quedas bruscas que podem levar à debilitação do sistema imunológico do animal e ao surgimento de doenças. Esta manutenção é atingida com o auxílio de aquecedores e/ou termostatos – sendo os últimos mais recomendados, por possuírem um mecanismo que controla a temperatura evitando assim o aquecimento excessivo da água do aquário – e ela é monitorada utilizando-se termômetros que podem ser tanto internos quanto externos.
São peixes ditos "de couro" e possuem uma camada muito mais fina (podendo até mesmo estar ausente) de muco epitelial externo, não suportam a presença de sal na água (NaCl), pois ele pode facilmente levá-los à morte por desidratação rapidamente devido à grande diferença osmótica criada, à qual não estão adaptados e não são capazes de enfrentar!!!
domingo, 8 de março de 2015
domingo, 23 de junho de 2013
Por que os peixes ficam coloridos?
Qual a importância da cor dos peixes?
Peixes mais coloridos não apenas são mais bonitos ao nosso olhar, mas denotam também possuir maior saúde. Na natureza, como em nossos aquários, a coloração é uma das evidências que indicam aos demais peixes não apenas o próprio grau de boa saúde, mas também uma “qualidade genética” superior: os peixes com cores mais “fortes” são sempre os que conseguiram se alimentar mais e melhor! E isso indica uma série de capacidades coligadas – maior força, maior habilidade, maior inteligência etc.
Resumidamente, indivíduos melhor adaptados e “mais aptos”: aqueles que vão ter mais chance de se reproduzir e perpetuar a espécie, pois são os que escolhem entre si os melhores – e mais coloridos – parceiros, passando essa melhor genética a seus descendentes.
As cores dos peixes se dão devido à pigmentação da pele, ou seja, pelo acúmulo de pigmentos orgânicos naturais. Existem dois tipos distintos de coloração em peixes (e que podem ocorrer simultaneamente): os chamados biocromos, que são os pigmentos naturais coloridos em si; e a chamada coloração estrutural, que são as cores metálicas reflexivas.
Os biocromos (pigmentos coloridos) são, basicamente, os carotenóides e melaninas. Carotenóides são sempre os responsáveis pelas fortes e brilhantes colorações vermelhas e amarelas (e seus tons intermediários) dos peixes. É vital saber que carotenóides não são produzidos por peixes; eles conseguem esse pigmento exclusivamente via alimentação! Ou seja, em aquário, o alimento dos peixes deve ser rico em matérias primas naturalmente ricas em carotenóides – como a alga Spirulina, crustáceos, moluscos, certos vegetais (pimentões, cenouras), entre outros. Já as melaninas são os pigmentos escuros, notadamente marrom e preto, que formam o fundo ou faixas e listras escuras em peixes.
Por outro lado, a chamada coloração estrutural é a responsável pelas cores metálicas, como os azuis, prateado e verde – esse último só se forma quando o azul estrutural cobre ou é coberto por camada de carotenóides amarelos: azul + amarelo = verde! A coloração estrutural se dá por pigmentos não-coloridos em forma de cristais, chamados purinas, sendo nos peixes, a principal delas a guanina. Esses pigmentos apenas refletem a luz como um todo (gerando a cor “prateada”) ou apenas determinadas faixas da luz, de forma iridescente (caso do azul metálico de vários peixes). Esse tipo particular de pigmento é formado a partir de aminoácidos específicos, geralmente encontrados em maiores quantidades e melhores proporções em matérias-primas oriundas do meio aquático, como as algas Spirulina e Hemaetococcus, moluscos, crustáceos, farinha de peixe etc.
Os pigmentos normalmente se concentram em células específicas da pele dos peixes, chamadas cromatóforos – células irregulares, geralmente com muitas ramificações – mas também podem se depositar na própria pele (deme e/ou epiderme), nos olhos, órgãos internos e outros locais. Uma curiosidade sobre os cromatóforos é que eles podem ter controle nervoso pelo peixe, o que quase todo aquarista ou curioso já percebeu quando faixas negras “somem” ou ficam rapidamente escuras de acordo ao estado psicológico do peixe – quando assustado ou relaxado; quando tranqüilo ou disputando com outros peixes, entre outras situações.
Os cromatóforos recebem e armazenam os pigmentos de diversos tipos. Esses pigmentos são obtidos pelos peixes na alimentação, já prontos (caso de carotenóides), ou como matéria prima (aminoácidos) para produção pelo próprio peixe (melaninas, guaninas). Apenas alimentos de alto valor nutricional trazem quantidades desses nutrientes corretos.
O alimento, depois de ingerido pelo peixe, é digerido de forma semelhante ao que os demais animais fazem. A digestão começa no estomago do peixe, onde enzimas quebram o alimento até o tamanho de moléculas que possam ser efetivamente absorvidas. Esse bolo alimentar segue para o intestino, onde a digestão se completa e se dá efetivamente a absorção de todos os nutrientes. Esses nutrientes serão conduzidos pelo o sistema circulatório até cada célula do corpo do animal, nutrido-os de acordo às suas demandas: por exemplo, células ósseas receberão vitamina D, cálcio, certos aminoácidos.
Exatamente dessa mesma forma, os pigmentos serão “entregues” aos cromatóforos de acordo ao seu tipo e cor: melanóforos são abastecidos de melaninas (cores marrom / preto); iridóforos de guaninas (cores reflexivas); xantóforos (cor amarela); eritróforos (cor vermelha). Já a coloração estrutural se dá nos chamados iridóforos, ou criando camadas cristalinas de guaninas sob a pele dos peixes.
Como conseguir a melhor coloração nos peixes de meu aquário?
Em nossos aquários, os peixes não têm a mesma oferta natural de alimentos ótimos, ideais a cada espécie como encontrariam na natureza. Ficam restritos àquilo que o aquarista lhes fornece. Daí a enorme importância em selecionar cuidadosamente o que oferecer aos seus peixes. Alimentos de procedência e qualidade comprovada são fundamentais para manter não apenas a coloração dos peixes, mas fundamentalmente sua saúde, e vice-versa, já que apenas alimentos realmente nutritivos e de perfeita bio-disponibilidade trazem a coloração plena dos peixes. Essa é uma das maneiras simples de verificarmos se a alimentação é de boa qualidade: não apenas ocorre pleno desenvolvimento do peixe, como também o impacto sobre sua coloração, realçada de maneira nítida.
O alimento ideal no aquário são os industrializados, pois possuem fórmulas nutricionalmente balanceadas e completas. Mas não basta ser industrializado: tem que ter alto padrão de qualidade. Para atingir esse alto padrão, é fundamental o cuidado desde a seleção das matérias-primas: os ingredientes devem ser apenas partes nobres ou integrais, sempre que possível oriundos do meio aquático, pois esses tem quase sempre em sua composição nutricional um equilíbrio de nutrientes muito mais próximo das demandas nutricionais dos peixes – inclusive os pigmentos necessários às suas colorações. Afinal, os peixes vivem há bilhões de anos no ambiente aquático, e é apenas de lá que conseguem seus nutrientes, adaptando-se e evoluindo baseados nessa oferta nutricional.
Alimentos formulados em base de subprodutos (literalmente, restos), ingredientes não aquáticos ou ainda aqueles baseados em farinhas e farelos de cereais não são adequados às altas exigências dos coloridos peixes tropicais, porque não apresentam quantidades adequadas de nutrientes (subprodutos) ou por serem completamente desbalanceados, carentes ou até ausentes em nutrientes vitais aos peixes – cereais, por exemplo, são sempre deficientes em certos aminoácidos essenciais aos peixes. Esses alimentos mal-formulados, entre outras limitações, não trazem pigmentos naturais para os peixes, o que o fabricante tenta muitas vezes disfarçar colocando pigmentos artificiais. Fica atrativo aos olhos do aquarista, porém de aproveitamento “zero” aos peixes: essas verdadeiras “tintas artificiais” não são aproveitadas em nada pelos peixes, sendo excretadas na mesma forma que foram consumidas, em nada influindo para a coloração do peixe – quando muito, no uso repetido, causam alergias, inflamações ou tumores nos peixes.
Sera pesquisa e aplica a seus alimentos, há mais de 40 anos, as mais modernas descobertas científicas e técnicas de produção que garantem não apenas a melhor coloração, mas também a melhor saúde geral de seus peixes, sem desperdícios que poluem a água do aquário. Além disso, é a única a empregar sempre ampla variedade e quantidade de organismos aquáticos e demais matérias-primas 100% naturais em suas partes nobres, que além de nutrir adequadamente, são ricos em pigmentos e demais ingredientes naturais específicos para a coloração plena e saudável dos peixes.
ALIMENTO SERA:
(1) Sera San
(2) Sera Flora
(3) Sera Discus Granulat
(4) Sera Spirulina Tabs
(5) Sera Granuar
(6) Sera Bettagran
CARACTERISTICA:
(1) flocos
(2) flocos
(3) grânulos
(4) pastilha adesiva
(5) grâulos grandes
(6) grânulos pequenos
TAMANHO DOS PEIXES:
(1) pequenos – médios
(2) pequenos – médios
(3) pequenos a grandes
(4) pequenos a grandes
(5) grandes a gigantes
(6) específico a bettas
HABITO ALIMENTAR:
(1) carnívoro – onívoro
(2) herbívoro – onívoro
(3) carnívoro – onívoro
(4) herbívoros – onívoro
(5) carnívoro
(6) carnívoro
Fruto dessa pesquisa, alimentos como sera Discus Color Blue e sera Discus Color Red foram desenvolvidos com uma sólida base alimentar com todos os nutrientes necessários à saúde plena, padrões ótimos de digestibilidade e conversão alimentar, com reforço de aminoácidos ótimos para o realce da cor azul na Discus Color Blue, e reforço de carotenóides ultra-biodisponíveis na Discus Color Red.
domingo, 27 de maio de 2012
Venustus
Nome Popular: Freibergi
Nome Científico: Nimbochromis venustus
Família: Cichlidae
Origem: África - Lago Malawi (Haplochromideos)
Características: Possuem o corpo todo amarelo pálido com várias manchas escuras. Nos machos adulto aparece uma coloração azul
principalmente na parte inferior da cabeça.
Barbatanas dorsal, peitoral, anal e caudal amarelas com um leve debruado de azul claro.
Comportamento / Sociabilidade: Bastante agressivo e territorial. Predador nato, que se colocado junto a peixes menores que ele, irá comê-los. Melhor sem mantido junto com outros peixes de grande porte.
Posição no Aquário: Todo o Aquário
pH: 7.5 a 8.5
gH: 4 a 6
kH: 6 a 8
Temperatura: 22 a 27 ºC
Tamanho Adulto: 25 cm
Alimentação: Carnívoro, dando preferência a alimentos que contenham proteína animal. Aceita bem alimentos congelados e/ou vivos. E rações industrializadas em flocos e/ou grãos.
Reprodução: Incubador bocal maternal. Duração de aproximadamente 21 dias.
Dimorfismo Sexual:
Como já foi dito nas suas características , os machos se diferenciam claramente das fêmeas
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Rásbora Arlequim
Trigonostigma heteromorpha
Nome Popular: Rasbora Harlequim, Harlequin rasbora
Família: Cyprinidae
Distribuição geografica: Ásia; Tailândia até Sumatra, Indonésia
pH: 5.0 – 7.0 dureza: 5 – 12
Temperatura: 22º – 28ºC
Tamanho adulto: 5 cm
Sociabilidade: Pacífico, comunitário, gregário.
Manutenção: Fácil
Zona do aquário: Meio
Aquário mínimo: 60x 30cm x 30cm (54L) – Aquário deverá conter bastante plantas formando refúgios.
Alimentação: Onívoro, essencialmente carnívoro. Alimenta-se de crustáceos bentônicos, vermes e insetos. Em cativeiro aceitam alimentos secos, especialmente flocos, sem dificuldades.
Características: Habita igarapés e afluentes com forte presença de macrófitas aquática. Ocorre em água escura (black water) e ambiente lêntico. Anteriormente era classificado como espécie do gênero Rasbora, mas foi separado devido a última revisão em 1999 por Kottelat e Witte, embora seu nome popular ainda refere-se ao antigo gênero.
Em aquário é uma espécie bastante tranquila, sendo ideal para aquário densamente plantado e comunitário. É uma espécie gregária por natureza e deve ser mantido em pelo menos 10 espécimes.
Reprodução: Ovíparo, disseminador de substrato; pais não cuidam da progênie. Fêmeas maduras são maiores e possuem ventre mais redondo que os machos. Observe os flancos, normalmente os que apresentam coloração negra mais escura são machos, enquanto as fêmeas são mais “cheias” e apresentam coloração negra mais pálida.
sexta-feira, 30 de março de 2012
Pintado
Pseudoplatystoma corruscans
Nome Popular: Surubim Pintado, Spotted sorubim, Cachara, Surubim, Sorubim, Pintado
Família: Pimelodidae
Distribuição: América do Sul, bacia do São Francisco e Paraná
pH: 6.0 – 7.6 dureza: – temperatura: 22º – 30ºC
Tamanho médio: 120 cm de comprimento e 20 kg de peso
Sociabilidade: Pacífico, predador
Manutenção: Fácil
Zona do aquário: Fundo
Aquário mínimo: Recomendado somente para aquários públicos ou lagos de grande porte
Alimentação: Carnívoro, piscívoro. Aceita praticamente qualquer tipo de alimento, mas deve-se fornecer alimentos vivos periodicamente
Características: Peixe de hábito noturno, é um grande predador. Migratório, costuma ficar oculto entre as raízes submergidas de árvores esperando alguma presa, predam quase que exclusivamente peixes e por isso são chamados de piscívoros.
Bastante comprido horizontalmente, com cabeça em forma de pá plana; estremidades da nadadeira caudal é curvado para dentro. Sua coloração é bastante confundida com outras espécies do gênero, principalmente quando juvenil, uma vez que possuem coloração cinza característica em seus flancos, quando adultos surgem pontos negros na região dorsal.
Bastante apreciado na pesca comercial e esportiva, mas deve-se ter cuidado ao manuseá-lo devido a presença de forte espinhos nas nadadeiras peitorais e dorsal.
Reprodução: Desconhecido em cativeiro; em seu ambiente natural realiza migrações para cabeceiras dos rios para desovar; normalmente entre Dezembro e Fevereiro.
quinta-feira, 29 de março de 2012
Tucunaré
O Tucunaré é um peixe de água ácida 6.2 originalmente, e vive bem em um pH próximo de até 7.2 (mesmo levemente alcalino).
A decoração pode ser à base de pedras grandes e troncos, mas sempre lembrando de evitar arestas cortantes e pontas afiadas. Com um animal rápido como o tucunaré, os danos são ainda piores. Plantas são muito apreciadas (mesmo artificiais).
Eu não recomendo dourados em aqua, nem convivendo com nada. Crescem demais e são muito ativos e agressivos, sem mencionar a "mania" de darem umas mordiscadas nos peixes e fazerem um belo estrago. Traíras são uma combinação complicada... Se forem pequenas, virarão lanche. Se forem grandes, podem tentar lanchar o tucunaré, sem falar que as mordidas fazem grande estrago.
Iluminação moderada, preferencialmente com plantas flutuantes ou que cheguem à superfície (mesmo artificiais, repito), de modo a oferecer um local abrigado da luz para os tucunarés. Isso os deixa muito mais calmos e menos propensos a pularem do aqua.
Filtragem... A mais intensa possível. São peixes grandes, que se alimentam de matéria animal e produzem muitos compostos nitrogenados, logo impõem um grande bioload ao sistema.
Alimentação... Presas vivas são uma necessidade, ainda que de forma esporádica. Não há nenhuma ração que possa suprir a "carência emocional" de um predador, e a intensificação das cores dos tucunarés após se alimentarem de presas vivas é algo impossível de ser contestado. A maioria dos espécimes aceita alimentos "mortos", frescos, e alguns aceitam ração industrializada, mas nenhum tucunaré perde o instinto de caça nem recusa uma presa viva.
A melhor forma de manter um tucunaré é adquirir um espécime bem jovem, que crescerá no ambiente do aqua e ficara menos propenso a pular e aos "acessos" comuns nos espécimes maiores, onde o peixe chega a se jogar contra os vidros e a decoração, podendo machucar-se seriamente.
São animais de baixa agressividade, apesar de serem excelentes predadores. Isso significa que aquilo que não cabe na boca normalmente é deixado em paz, sendo a agressividade mais direcionada a outros tucunarés, sendo da mesma espécie ou não.
As companhias mais indicadas são espécies de médio a grande porte, claramente maiores que suas bocas, e de agressividade moderada.
Costumes:
Têm hábitos diurnos. São as únicas espécies de peixes da Amazônia que perseguem a presa, ou seja, após iniciar o ataque, não desistem até conseguir capturá-las, o que os torna um dos peixes mais esportivos do Brasil.
Existem em média 15 especie de Tucuranés ele crecem de 50cm até 100cm, entre eles tem:
Tucunaré Comum (Cichla temensis) tamanho médio aproximadamente 90 cm e peso de 13 kg.
Tucunaré Borboleta (Cichla orinocensis) tamanho médio 50 cm de comprimento e 3 kg de peso.
Tucunaré Mono (Cichla monoculus) tamanho médio 50 cm de comprimento e 3 kg de peso.
Tucunaré Kelberi (Cichla kelberi) tamanho médio 60 cm de comprimento e 4 kg de peso.
Tucunaré Azul (C. piquiti) tamanho médio aproximadamente 100 cm e peso de 15 kg.
Tucunaré Paca (C. temensis) tamanho médio 70 cm de comprimento e 5 kg de peso.
Tucunaré Açu (C. pinima) tamanho médio aproximadamente 100 cm e peso de 15 kg
Nome popular: Tucunaré
Família: Cichlidae Ciclídeos
Origem: Bácia Amazônica
Tamanho máx: 100cm
Ph: 6.2 a 7.2
Temperatura: 25ºC a 30ºC
Aquário mínimo: acima de 500L
Alimentação: Carnivoro predador
Reprodução: Machos adultos apresentam calombo na testa, que se acentua na época de reprodução, as fêmeas são menores, possuem coloração mais discreta e formas mais arredondadas
Observações: Relativamente agressivo, come peixes pequenos
Logicamente, só adquira um espécime jovem de tucunaré se possuir um "plano B" para quando ele crescer mais, ou seja, um aquário maior, aquário público, outro aquarista ou mesmo a panela. Nem pensar em soltar um Tucunaré mantido em cativeiro na natureza.
terça-feira, 27 de março de 2012
Lambari
Origem: Bácia Amazônica até sudeste do Brasil
Ph: 6.2 até 7.5
Tamanho máx: 12 cm
Aquário min: 100 l
Peixe bem ativo de comportamento pacifico, esse é um peixe de cardume por isso deve ter no mínimo 5 exemplares em um aquário. E existem 3 espécies diferentes de Lambari a diferença é apenas as nadadeiras exemplos abaixo:
Lambari comum - Ele tem as nadadeiras prateadas
Lambari Red - Ele tem as nadadeiras vermelhas
Lambari Yellow – Ele Tem as nadadeiras amarelas
O Lambari é um peixe calmo, porém se colocar apenas um no aquário e depois de um tempo colocar outro o primeiro vai matar o outro então nunca colocar apenas um.
Não é um peixe muito popular aqui no Brasil ele é um peixe pouco valorizado, é muito usado por pescadores para servir como isca, e também é vendido nas lojas como alimento para carnívoros maiores.
OBS: O Lambari dessa foto é uma matriz yellow com 10 cm.
Ph: 6.2 até 7.5
Tamanho máx: 12 cm
Aquário min: 100 l
Peixe bem ativo de comportamento pacifico, esse é um peixe de cardume por isso deve ter no mínimo 5 exemplares em um aquário. E existem 3 espécies diferentes de Lambari a diferença é apenas as nadadeiras exemplos abaixo:
Lambari comum - Ele tem as nadadeiras prateadas
Lambari Red - Ele tem as nadadeiras vermelhas
Lambari Yellow – Ele Tem as nadadeiras amarelas
O Lambari é um peixe calmo, porém se colocar apenas um no aquário e depois de um tempo colocar outro o primeiro vai matar o outro então nunca colocar apenas um.
Não é um peixe muito popular aqui no Brasil ele é um peixe pouco valorizado, é muito usado por pescadores para servir como isca, e também é vendido nas lojas como alimento para carnívoros maiores.
OBS: O Lambari dessa foto é uma matriz yellow com 10 cm.
segunda-feira, 5 de março de 2012
Apisto Cacatua
Este esplêndido ciclídeo anão, cujo tamanho pode chegar a até 9 cm em machos adultos, tem como origem a América do Sul, sendo encontrado em ecossistemas lóticos (água corrente) e lênticos (água parada) do Alto Amazonas (Brasil, Peru e Colômbia). É uma espécie onívora, come de tudo, mas se quiser incentivar a reprodução e manter seu apisto saudável e com belas cores é recomendado oferecer alimentos vivos ao menos uma vez na semana - podem ser daphnias, artêmias, enquitréias, larvas de mosquito, etc. Também é recomendado oferecer ração complementar à base de vegetais/algas visando aumentar a variedade da alimentação e ressaltar a coloração azul (quando for o caso).
Este é um dos apistos mais conhecidos no aquarismo devido ao comportamento e cores exuberantes. Apesar da ampla faixa de pH (6.0 a 7.5), apreciam águas mais ácidas. Um aquário ideal para esta espécie deve possuir troncos e folhas, formando esconderijos, substrato fino e fácil de ser cavado (areia ou basalto nº.0), plantas flutuantes para ajudar a criar mais áreas de sombras, temperatura um pouco mais elevada - a partir dos 26°C - e água bem mole. O tamanho mínimo do aquário para apenas um casal é de 30 litros, já para um aquário comunitário 50 litros.
São peixes territoriais e agressivos com outros da mesma espécie ou formato e coloração parecidos. O casal deve ser sempre mantido em aquário próprio e sem outros peixes, no caso de aquário comunitário é recomendado manter apenas o macho sozinho. Com os outros peixes costumam ser pacíficos.
Existem diferentes variedades de Apistogramma cacatuoides, a "triple red" por possuir coloração vermelha e mosaico nas nadadeiras dorsal, anal e caudal, a "Double Red" com mosaicos e cor vermelha nas nadadeiras dorsal e caudal, "Orange Flash" nadadeiras dorsal, caudal e anal sem mosaicos e cor laranja, "White gold" com o corpo amarelado e até mesmo uma com mosaicos nas nadadeiras ventrais, anal, dorsal e caudal. Mesmo dentre os peixes desta variedade podem haver colorações um pouco diferentes, algumas mais puxadas para o azul, outras para o amarelo, para o vermelho e por aí vai.
O macho é maior, mais colorido, apresenta a nadadeira ventral maior, pontas das nadadeiras anal, dorsal e caudal finas (esta última apresentando duas pontas), os raios da nadadeira dorsal são maiores e o ventre é retilíneo. Além disso, o macho possui os lábios bem desenvolvidos. A fêmea possui coloração amarelada, pontas das nadadeiras anal, dorsal e caudal arredondadas, ventre roliço, é menor que o macho e dependendo da ocasião apresenta uma faixa negra vertical nas nadadeiras ventrais e um único ocelo negro no meio do corpo.
O ritual de reprodução começa quando o macho e a fêmea formam casal e escolhem um local para desovar, geralmente este é bem escondido com o casal tendo preferência por troncos, raízes e outros objetos que formem tocas. Eles irão limpar o lugar, cavar, enfim... deixar tudo pronto para a desova, em casos de aquários plantados com camada fértil corre-se o risco deles cavarem além da conta e atingirem essa camada. O macho exibirá suas cores ao máximo, apresentará as nadadeiras eriçadas e nadará perto da fêmea apresentando movimentos erráticos, com leves tremores, nadando e parando constantemente. Quando está pronta para desovar, a fêmea apresenta o ovopositor bem visível, cores fortes - normalmente puxada para o amarelo - e a desova ocorre geralmente à noite com uma quantidade de ovos variável, mas normalmente numerosa e de coloração laranja. A fêmea deposita os ovos e o macho os fertiliza logo em seguida. A fêmea fica cuidando dos ovos - agitando as nadadeiras para que a água circule por entre eles, retirando os ovos não fecundados ou atacados por fungos - até que eclodam alguns dias depois.
Logo após a eclosão os filhotes ainda ficam no local da desova e vão se alimentando do resto do saco vitelino, alguns dias depois a fêmea começa a trazê-los para fora da "toca", mas sempre sob seu cuidado atento. A partir deste momento podemos iniciar a alimentação dos pequenos: infusórios, nauplios de artêmia, ovos de artêmia sem casca, ração específica para alevinos de ovíparos, etc., conforme os filhotes forem crescendo alimentos vivos maiores podem ser oferecidos. Durante este período a fêmea fica com coloração amarela bem forte e muito agressiva com o macho, portanto o recomendado é retirá-lo do aquário para evitar o estresse de ambos. Os pequenos ficam agrupados e sempre perto da mãe, aos poucos vão se aventurando pelo aquário e por isso mesmo é bom manter a entrada do filtro (se for o externo) coberta com perlon para evitar acidentes.
À partir de 1 mês de idade os filhotes já podem ser separados da mãe, ou então assim que ela começar a dar sinais que não está mais cuidando deles. Por volta dos 6 meses de idade os filhotes já atingem maturidade sexual e podem começar a reproduzir, mas a coloração final do macho leva mais tempo que isso. O sexo dos filhotes não é determinado quando eles nascem, a proporção de machos e fêmeas pode variar até o 35º dia de vida, o pH é o principal fator que influencia na quantidade de machos e fêmeas em uma ninhada. A água com pH mais ácido gera mais machos e com o pH mais alcalino gera mais fêmeas.
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Papilocromis
Também conhecido com Altispinosa, é um Ciclideo anão muito parecido com um primo famoso, o Ramirezi, porém de manutenção mais fácil, por tolerar uma maior faixa de mudança de parâmetros. Apresenta-se com uma coloração parda, por vezes com faixas pretas transversais, vive em rios do Brasil e Bolívia, aceita uma variedade grande de alimentos, quanto a sociabilidade é um peixe pouco territorial quando formado um casal, e extremamente pacífico quando único da espécie
As diferenciações entre machos e fêmeas não fogem a regra da maioria dos ciclídeos anões, barbatana dorsal com os primeiros raios maiores e uma coloração mais viva são características de um macho, além do tamanho que fica em torno de 8cm nos machos e 6cm nas fêmeas, quando bem adaptados ao aquário, apresentam uma coloração rósea fosforescente nas beiradas das nadadeiras.
Tem um jeito peculiar e diferente de nadar, pois nadam aos trancos, ficam parados com as barbatanas abertas, quando se movem fecham-nas e ao parar abrem-nas novamente, nunca nadando grandes distâncias, gostam de ambientes densamente plantados, com um pH em torno de 6,5 a 7,5 numa temperatura entre 22° e 28°, devem ser mantidos em aquários acima dos 50 litros.
As diferenciações entre machos e fêmeas não fogem a regra da maioria dos ciclídeos anões, barbatana dorsal com os primeiros raios maiores e uma coloração mais viva são características de um macho, além do tamanho que fica em torno de 8cm nos machos e 6cm nas fêmeas, quando bem adaptados ao aquário, apresentam uma coloração rósea fosforescente nas beiradas das nadadeiras.
Tem um jeito peculiar e diferente de nadar, pois nadam aos trancos, ficam parados com as barbatanas abertas, quando se movem fecham-nas e ao parar abrem-nas novamente, nunca nadando grandes distâncias, gostam de ambientes densamente plantados, com um pH em torno de 6,5 a 7,5 numa temperatura entre 22° e 28°, devem ser mantidos em aquários acima dos 50 litros.
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Xadrezinho
O Xadrezinho, nome que lhe foi dado devido a disposição de suas manchas pretas pelo corpo, é um peixe muito bonito.
Quando adulto e bem ambientado ao aquário, apresenta tons de azul e vermelho nas nadadeiras, principalmente na caudal que desenvolve longos filamentos, daí muitas pessoas o chamarem de Xadrezinho Cauda de Lyra, o que lhe confere um aspecto bem agradável, muito diferente de quando acaba de chegar ao aquário ou está assustado com algo, onde suas manchas ficam bem claras, e o peixe não hesita em se esconder.
Outra curiosidade é que quando jovens, por não possuírem esses longos filamentos nas nadadeiras nem tons mais coloridos, são muitas vezes passados por outro peixe, o Dicrossus maculata.
Originário da região amazônica, este ciclídeo é muito sensível à variações bruscas nos parâmetros do aquário e só deve ser adquirido quando o sistema estiver totalmente estabilizado, esse é principal motivo pelo qual as pessoas perdem o peixe alguns dias após comprá-lo. Vai preferir uma água ácida com pH variando entre 6,0 e 6,8 e uma água não muito dura.
Apreciará bastante um aquário com muitas plantas, troncos e rochas que sirvam de esconderijo para ele, já que se trata de um peixe bastante territorial, principalmente entre os demais da mesma espécie, um dos motivos que não se deve colocar somente dois exemplares, coloque sempre no mínimo três exemplares, sendo o ideal cinco ou mais.
A reprodução não é difícil depois que o peixe já está bem adaptado ao aquário. Tudo começa começa com um jogo de bocas, parecendo ser uma briga, mas na verdade eles estão avaliando se o parceiro será um bom antecedente para seus filhotes, gerando filhotes fortes e com maiores chances de sobreviver e se reproduzir.
Após escolhido o parceiro, o casal procura um local para a postura dos ovos, o que pode ser uma folha ou rocha, que será minuciosamente limpa pelos pais, então a fêmea expele os ovos que vão aderindo à superfície escolhida e logo depois o macho passa fertilizando os mesmos.
Em 48 horas ocorre a eclosão, nos primeiros 3 dias os filhotes permanecerão escondidos em tocas, se alimentando do saco vitelino e sendo protegidos pelos pais, que se tornam bastante agressivos, podendo até atacar a mão do aquarista, caso se aproxime dos filhotes, após esse período forneça outros alimentos aos filhotes como náuplios de artêmia, microvermes, gema de ovo cozida etc. Se os pais são sensíveis às variações dos parâmetros da água, os filhotes são mais ainda, por isso é fundamental que estejam em um aquário já estabilizado, o que é mais fácil em aquários maiores.
Os pais aceitam qualquer tipo de alimentação, dando preferência para alimentos vivos como artêmia salina e tubifex, você pode oferecer também, flocos, alimentos congelados etc.
Fotografia: Celso Fernando Paris Jr.
Nome científico: Dicrossus filamentosus
Origem: Bacia Amazônica
pH: 6,0 a 6,8
Temperatura: 26ºC
Dureza: 6 DH
Tamanho adulto: 4cm
Tamanho do aquário: 40L
Alimentação: onívoro
Reprodução: ovíparo
Ramirezi ou Ciclídeo Borboleta
MACHO
Nome Comum: Ramirezi ou Ciclídeo Borboleta
Nome Científico: Microgeophagus Ramirezi
Distribuição Geográfica e/ou Localização Típica: Bolivia, Venezuela (Rio Orinoco) e Colombia (Rio Meta)
Tamanho: Macho apresenta-se com 5cm e a Fêmea ligeiramente mais pequena.
Dimorfismo Sexual: O macho é mais esguio que a fêmea e apresenta principalmente o 2º e 3º raios da barbatana dorsal maiores do que a fêmea, o macho tem uma mancha preta mais pronunciada (sem nenhuma escama azul "dentro" da mancha) na parte lateral do corpo enquanto que a fêmea tem a mancha preta menos visível e normalmente com algumas escamas de cor azul "dentro" da mancha preta.
A fêmea é mais "gordinha" que o macho e apresenta a zona da "barriga" com uma coloração rosa (principalmente em época de acasalamento). Compreendo que seja difícil observar em peixes que tenham sido criados selectivamente para possuir determinadas características, tais como long fin, ramirezi dourado, ramirezi balão, etc, mas aí já não estamos a falar do German Blue Ram ( German Blue Ram porque foi na Alemanha que se começaram a criar estes peixes e que são os que apresentam as características mais fieis aos peixes selvagens).
No entanto, por alguma experiência que tenho com ramirezis de à uns tempos para cá, o que me leva a dizer que este peixe é um possível macho passa por:
- barbatana rectal muito desenvolvida ( os machos têm-na mais desenvolvida que as fêmeas)
- barbatana dorsal mais desenvolvida na zona da cauda ( regra geral, os machos têm a barbatana dorsal mais comprida e volumosa que as fêmeas, e não estou a falar dos espigões, até porque estes não são visíveis na foto)
- corpo volumoso em todo o seu comprimento, e não apenas na zona do ventre ( as fêmeas, mesmo não estando com ovos, têm a zona do ventre mais saliente, mais arredondada, falando, claro, de peixes saudáveis e em forma; não magros)
- a cabeça é volumosa em toda a sua extensão ( sendo, no caso das fêmeas, mais afunilada)
Estas são as características típicas de um macho e que podem ser observadas na foto, com mais ou menos dificuldade. Outras características que se conseguem observar na foto são:
- barbatanas peitorais
- espigões da barbatana dorsal ( duvidosa uma vez que as fêmeas, em adulto, apresentam também os dois primeiros espigões bem desenvolvidos; apenas comparando um macho e uma fêmea com a mesma idade e ambos bem nutridos e desenvolvidos, é possível diferenciar as dimensões dos espigões do macho para a fêmea)
- barbatana caudal ( a dos machos é mais expansiva e em leque que a das fêmeas)
- coloração avermelhada do ventre ( embora, por vezes, alguns machos a tenham ligeiramente ténue quando são novos e que perdem quando chegam à maturidade)
Para uma correcta identificação, o ideal era o peixe estar com as barbatanas todas abertas, em perfil e a foto ser tirada focando bem o objecto. É preciso ver o peixe como um todo e não olhar apenas para algumas características. Mas, isto, é a minha opinião, com base naquilo que observo nos meus peixes (...)
os peixes nas lojas raramente apresentam toda a sua coloração e ainda não são suficientemente crescidos para identificar as características estruturais que muita gente usa como referência de identificação; ex: espigões da barbatana dorsal/coloração rosada do ventre."
Disposição no Aquário: Aos Casais
Temperatura: 25 a 30ºC
pH: entre 5,5 e os 6,5 preferencialmente.
"by Andre Silvestre" o pH pode ser um pouco mais elevado que 7, até 7.5 Já se reproduzem ramirezis entre pH de 7 a 7.5
Outros Parâmetros da Água:
GH: 3ºd e os 10ºd
Nitratos: são algo sensíveis pelo que devem ser mantidos com baixos valores de nitratos (<10ppm)
Aquário: Aquário densamente plantado e com vários esconderijos criados por pedras/troncos. Se possível utilizar um substracto fino tipo areia (em parte do aquário).
Alimentação:
A dieta deve conter comida viva\congelada com alguma variedade (de evitar larva de mosquitos pois há relatos de terem causado problemas ao peixes), há quem além da tradicional comida congelada (atémia, krill, etc..) forneça também papa\preparados para discus.
Aceitam granulado e comida seca.
NOTA: Muito importante proporcionar uma dieta variada e de boa qualidade.
Compatibilidade:
É um peixe pacífico (com as outras espécies) passível de ser mantido com outros peixes desde que não muito agressivos e com requesitos semelhantes no que toca á água (pode ser mantido com apistogrammas desde que o tamanho do aquário o permita bem como discus, tetras e outros caracídeos, etc.).
Peixe algo tímido pelo que deve ter bastantes esconderijos de modo a sentir-se seguro.
Podem ser mantidos 2 casais no mesmo aquário desde que este tenha espaço suficiente para cada casal formar o seu território (um aquário com mais de 100Lts e com cerca de 80cm de frente deve dar para o efeito)
Reprodução:
Ao contrário dos apistogrammas é um peixe de casal (um macho para uma fêmea), e onde tanto o macho como a fêmea protegem e cuidam dos ovos e defendem o território.
A postura tem lugar no fundo do aquário numa pedra\tronco ou numa folha de planta (o macho e a fêmea "limpam" a zona onde irá decorrer a postura).
A fêmea pode depositar entre 100 a 200 ovos de cor cinzento amarelada.
Os ovos demoram cerca de 3 a 5 dias a eclodirem (depende bastante da temperatura) e os alevins durante os 3 primeiros dias consomem o saco vitelino sendo que após este período deve-se começar a fornecer alimento próprio (nauptilos de artemia, infusorios, preparados próprios á venda nas lojas da especialidade).
Nesta altura o aquariofilista deverá optar se pretende manter as crias ao cuidado dos pais ou separa-las para um aquário á parte.
Nome Comum: Ramirezi ou Ciclídeo Borboleta
Nome Científico: Microgeophagus Ramirezi
Distribuição Geográfica e/ou Localização Típica: Bolivia, Venezuela (Rio Orinoco) e Colombia (Rio Meta)
Tamanho: Macho apresenta-se com 5cm e a Fêmea ligeiramente mais pequena.
Dimorfismo Sexual: O macho é mais esguio que a fêmea e apresenta principalmente o 2º e 3º raios da barbatana dorsal maiores do que a fêmea, o macho tem uma mancha preta mais pronunciada (sem nenhuma escama azul "dentro" da mancha) na parte lateral do corpo enquanto que a fêmea tem a mancha preta menos visível e normalmente com algumas escamas de cor azul "dentro" da mancha preta.
A fêmea é mais "gordinha" que o macho e apresenta a zona da "barriga" com uma coloração rosa (principalmente em época de acasalamento). Compreendo que seja difícil observar em peixes que tenham sido criados selectivamente para possuir determinadas características, tais como long fin, ramirezi dourado, ramirezi balão, etc, mas aí já não estamos a falar do German Blue Ram ( German Blue Ram porque foi na Alemanha que se começaram a criar estes peixes e que são os que apresentam as características mais fieis aos peixes selvagens).
No entanto, por alguma experiência que tenho com ramirezis de à uns tempos para cá, o que me leva a dizer que este peixe é um possível macho passa por:
- barbatana rectal muito desenvolvida ( os machos têm-na mais desenvolvida que as fêmeas)
- barbatana dorsal mais desenvolvida na zona da cauda ( regra geral, os machos têm a barbatana dorsal mais comprida e volumosa que as fêmeas, e não estou a falar dos espigões, até porque estes não são visíveis na foto)
- corpo volumoso em todo o seu comprimento, e não apenas na zona do ventre ( as fêmeas, mesmo não estando com ovos, têm a zona do ventre mais saliente, mais arredondada, falando, claro, de peixes saudáveis e em forma; não magros)
- a cabeça é volumosa em toda a sua extensão ( sendo, no caso das fêmeas, mais afunilada)
Estas são as características típicas de um macho e que podem ser observadas na foto, com mais ou menos dificuldade. Outras características que se conseguem observar na foto são:
- barbatanas peitorais
- espigões da barbatana dorsal ( duvidosa uma vez que as fêmeas, em adulto, apresentam também os dois primeiros espigões bem desenvolvidos; apenas comparando um macho e uma fêmea com a mesma idade e ambos bem nutridos e desenvolvidos, é possível diferenciar as dimensões dos espigões do macho para a fêmea)
- barbatana caudal ( a dos machos é mais expansiva e em leque que a das fêmeas)
- coloração avermelhada do ventre ( embora, por vezes, alguns machos a tenham ligeiramente ténue quando são novos e que perdem quando chegam à maturidade)
Para uma correcta identificação, o ideal era o peixe estar com as barbatanas todas abertas, em perfil e a foto ser tirada focando bem o objecto. É preciso ver o peixe como um todo e não olhar apenas para algumas características. Mas, isto, é a minha opinião, com base naquilo que observo nos meus peixes (...)
os peixes nas lojas raramente apresentam toda a sua coloração e ainda não são suficientemente crescidos para identificar as características estruturais que muita gente usa como referência de identificação; ex: espigões da barbatana dorsal/coloração rosada do ventre."
Disposição no Aquário: Aos Casais
Temperatura: 25 a 30ºC
pH: entre 5,5 e os 6,5 preferencialmente.
"by Andre Silvestre" o pH pode ser um pouco mais elevado que 7, até 7.5 Já se reproduzem ramirezis entre pH de 7 a 7.5
Outros Parâmetros da Água:
GH: 3ºd e os 10ºd
Nitratos: são algo sensíveis pelo que devem ser mantidos com baixos valores de nitratos (<10ppm)
Aquário: Aquário densamente plantado e com vários esconderijos criados por pedras/troncos. Se possível utilizar um substracto fino tipo areia (em parte do aquário).
Alimentação:
A dieta deve conter comida viva\congelada com alguma variedade (de evitar larva de mosquitos pois há relatos de terem causado problemas ao peixes), há quem além da tradicional comida congelada (atémia, krill, etc..) forneça também papa\preparados para discus.
Aceitam granulado e comida seca.
NOTA: Muito importante proporcionar uma dieta variada e de boa qualidade.
Compatibilidade:
É um peixe pacífico (com as outras espécies) passível de ser mantido com outros peixes desde que não muito agressivos e com requesitos semelhantes no que toca á água (pode ser mantido com apistogrammas desde que o tamanho do aquário o permita bem como discus, tetras e outros caracídeos, etc.).
Peixe algo tímido pelo que deve ter bastantes esconderijos de modo a sentir-se seguro.
Podem ser mantidos 2 casais no mesmo aquário desde que este tenha espaço suficiente para cada casal formar o seu território (um aquário com mais de 100Lts e com cerca de 80cm de frente deve dar para o efeito)
Reprodução:
Ao contrário dos apistogrammas é um peixe de casal (um macho para uma fêmea), e onde tanto o macho como a fêmea protegem e cuidam dos ovos e defendem o território.
A postura tem lugar no fundo do aquário numa pedra\tronco ou numa folha de planta (o macho e a fêmea "limpam" a zona onde irá decorrer a postura).
A fêmea pode depositar entre 100 a 200 ovos de cor cinzento amarelada.
Os ovos demoram cerca de 3 a 5 dias a eclodirem (depende bastante da temperatura) e os alevins durante os 3 primeiros dias consomem o saco vitelino sendo que após este período deve-se começar a fornecer alimento próprio (nauptilos de artemia, infusorios, preparados próprios á venda nas lojas da especialidade).
Nesta altura o aquariofilista deverá optar se pretende manter as crias ao cuidado dos pais ou separa-las para um aquário á parte.
Rosáceo
Nome Popular: Rosáceo
Nome Científico: Hyphessobrycon erythrostigma
Família: Caracídeos
Habitat: Bacia superior do Amazonas. Colômbia e Peru
pH: 6.0 a 7.0
Temperatura: 24º a 28ºC
Dureza: 2º a 10º gH
Tamanho Máximo: 8cm
Sociabilidade: Grupo
Agressividade: Pacífico
Manutenção: Fácil
Zona do Aquário: Meio
Aquário Mínimo: 60L
Alimentação: Onívoro. Rações e pequenos alimentos vivos e congelados.
Características Peixe cardumeiro que deverá ser mantido em grupo de no mínimo 6 exemplares, são ideais para aquário plantado. Rosáceo é o nome dados a inúmeros Tetras similares sendo o "verdadeiro" Rosáceo apresentando a mancha vermelha no corpo (linha lateral). Apesar do nome sugestivo, em fase adulta fica com o corpo levemente puxado para o marrom com reflexo rosa. Peixe indicado para iniciantes. Quando encontrado nas lojas possuem coloração pálida, mas quando habituados ao aquário costumam ficar bonitos com cores bem chamativas. Aprecia iluminação forte.
Reprodução: Ovíparo. Macho maior que a fêmea e possui a nadadeira dorsal um pouco maior e mais fina.
Nome Científico: Hyphessobrycon erythrostigma
Família: Caracídeos
Habitat: Bacia superior do Amazonas. Colômbia e Peru
pH: 6.0 a 7.0
Temperatura: 24º a 28ºC
Dureza: 2º a 10º gH
Tamanho Máximo: 8cm
Sociabilidade: Grupo
Agressividade: Pacífico
Manutenção: Fácil
Zona do Aquário: Meio
Aquário Mínimo: 60L
Alimentação: Onívoro. Rações e pequenos alimentos vivos e congelados.
Características Peixe cardumeiro que deverá ser mantido em grupo de no mínimo 6 exemplares, são ideais para aquário plantado. Rosáceo é o nome dados a inúmeros Tetras similares sendo o "verdadeiro" Rosáceo apresentando a mancha vermelha no corpo (linha lateral). Apesar do nome sugestivo, em fase adulta fica com o corpo levemente puxado para o marrom com reflexo rosa. Peixe indicado para iniciantes. Quando encontrado nas lojas possuem coloração pálida, mas quando habituados ao aquário costumam ficar bonitos com cores bem chamativas. Aprecia iluminação forte.
Reprodução: Ovíparo. Macho maior que a fêmea e possui a nadadeira dorsal um pouco maior e mais fina.
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
Acará Boca-de-Fogo
O Ciclídeo Boca-de-fogo ou Acará Boca-de-Fogo é um interessantíssimo peixe, quer em comportamento quer em coloração, proveniente de vários efluentes do Iucatão no México, apresentando variações de tonalidade conforme a sua origem.
MANUTENÇÃO:
São omnívoros, preferem algas e pequenos crustáceos na natureza. No aquário, comem praticamente tudo o que lhes for oferecido. Contudo, não é um comedor de algas de aquário, se bem que desenvolve um gosto especial pelas tabletes de algas dos peixes de fundo.
O ciclídeo Boca-de-Fogo é um peixe muito complexo e viverá 15 anos ou mais se bem mantido. Devemos apenas introduzí-lo num aquário estabilizado, por exemplo, um mês depois de termos introduzido os peixes de cardume.
COMPATIBILIDADE:
É um dos ciclídeos de médio porte mais pacíficos, apesar de não ter a mesma popularidade que o Escalar é também uma excelente escolha para um aquário comunitário. Nada fica a dever aos ciclídeos africanos dos grandes lagos, pelo contrário, apresenta uma coloração, personalidade e inteligência que rivaliza e ultrapassa muitos dos seus congéneres africanos. Tem ainda a vantagem de poder ser colocado num comunitário e com pH baixo, como os de peixes provenientes da Amazónia. Tal como o Escalar podem surgir problemas de compatibilidade com pequenos peixes de cardume como os néons e pequenos camarões.
É possível mantê-lo com uma variedade de fauna, incluindo o Camarão Madeira, desde que estes estejam já desenvolvidos e tenham tocas disponíveis.
O Boca-de-fogo irá interagir, por domínio, com outros boca-de-fogo, mas também com outros cíclídeos, como o Escalar ou os Kribensis. Esta mistura será razoavelmente segura e interessante de ser observada. No entanto, não devemos exagerar na colocação do número de Boca-de-Fogo num aquário. Não será bom por mais que dois, dada a agressividade direccionada que demonstram ter com os da própria espécie. Quanto maior o aquário (em comprimento x largura) e com mais plantas e rochas, mais seguro é colocar outro Boca-de-Fogo.
REPRODUÇÃO:
Em termos de manutenção, o recomendado é termos um casal num aquário de 200 litros. O comportamento reprodutivo dos Ciclídeos Boca-de-Fogo é semelhante aos africanos, protegendo a prole, com um extra em termos de espectacularidade, visto que com a agressividade, os boca-de-fogo ganham uma coloração variante visualmente forte impulsionada essencialmente pela famosa "boca-de-fogo" mas também pelo resto do corpo. Se tivermos um casal temos que ter um aquário com areia, contar para que estes escavem o aquário e apresentem agressividade contra os outros peixes que ousem entrar no seu território. Fora isso, que até será interessante, é um peixe bastante dócil.
A diferença entre machos e fêmeas é mais complexa que, por vezes, se faz crer na Internet, com a visualização do tipo de barbatana, que no macho será mais colorida e terminará em fio. Contudo ter um casal (macho e fêmea) ou dois machos ou duas fêmeas, será sempre interessante!
AS LUTAS:
Se vamos juntar dois machos, o ideal será criar um ambiente em termos de flora, troncos e pedras para que os peixes se possam esconder das investidas do outro. Podemos usar tocas de pedras, um grupo de valisnérias ou raízes.
É bastante interessante e visualmente fantástico assistir à luta de dois machos. É relativamente seguro, as lutas não passam de os peixes aumentarem as guelras expondo a famosa boca-de-fogo que tem como objectivo impressionar o rival, dando ilusão que se trata de um peixe maior que o que realmente é. As lutas incluem uma dança e umas corridas.
É possível que um macho dominado passe a dominante. A ordem de introdução do peixe no aquário interessará, e ajudará que o primeiro macho mantenha o domínio nos primeiros tempos, e poderá dificultar bastante a adaptação do outro macho. Mas é possível que o peso da balança se inverta.
sábado, 29 de outubro de 2011
Cruzeiro do sul
Nome Popular: Cruzeiro do sul
Nome Científico: Hemiodus gracilis
Família: Hemiodontidae
Habitat: Bacia do rio Amazonas
pH: 6,0 a 7,0
Temperatura: 24º a 28ºC
Dureza: 1º a 6º dH
Tamanho Máximo: 15cm
Sociabilidade: Grupo
Agressividade: Pacífico
Manutenção: Fácil
Zona do Aquário: Meio
Aquário Mínimo: 100L
Alimentação: Onívoro. Aceita rações em flocos e alimentos vivos. Possui o hábito de mordiscar algumas plantas, mas é possível mantê-lo em aquário plantado.
Características Peixe que deve ser mantido no mínimo em 5 exemplares e ideal para aquário comunitário devido sua passividade. É extremamente tímido e qualquer movimento brusco próximo ao aquário o assustará, por este e outros motivos é recomendado mantê-lo apenas com peixes pacíficos e preferencialmente em um aquário extremamente plantado. Gosta de temperatura alta e é um pouco exigente com a qualidade da água. Freqüentemente é confundido com o Hemiodus semitaeniatus ou "falso Cruzeiro do sul", porém, o Hemiodus gracilis possui uma faixa vermelha na cauda, contrário ao outro que não possui.
Reprodução: Ovíparo. É um peixe de difícil reprodução em cativeiro, já que se trata de um peixe de piracema (que desova na nascente de rios), necessitando de um fluxo forte na água.
Nome Científico: Hemiodus gracilis
Família: Hemiodontidae
Habitat: Bacia do rio Amazonas
pH: 6,0 a 7,0
Temperatura: 24º a 28ºC
Dureza: 1º a 6º dH
Tamanho Máximo: 15cm
Sociabilidade: Grupo
Agressividade: Pacífico
Manutenção: Fácil
Zona do Aquário: Meio
Aquário Mínimo: 100L
Alimentação: Onívoro. Aceita rações em flocos e alimentos vivos. Possui o hábito de mordiscar algumas plantas, mas é possível mantê-lo em aquário plantado.
Características Peixe que deve ser mantido no mínimo em 5 exemplares e ideal para aquário comunitário devido sua passividade. É extremamente tímido e qualquer movimento brusco próximo ao aquário o assustará, por este e outros motivos é recomendado mantê-lo apenas com peixes pacíficos e preferencialmente em um aquário extremamente plantado. Gosta de temperatura alta e é um pouco exigente com a qualidade da água. Freqüentemente é confundido com o Hemiodus semitaeniatus ou "falso Cruzeiro do sul", porém, o Hemiodus gracilis possui uma faixa vermelha na cauda, contrário ao outro que não possui.
Reprodução: Ovíparo. É um peixe de difícil reprodução em cativeiro, já que se trata de um peixe de piracema (que desova na nascente de rios), necessitando de um fluxo forte na água.
Pirarara
Pirarara - Phractocephalus hemioliopterus
Nome genérico : Pirarara
Nome científico : Phractocephalus hemioliopterus
Aquário mínimo : 1500 l
Habitat original : América do Sul
Região : Bacia amazônica
Família : Pimelodídeos
Ph : min : 6,0 max : 7,0
Temperatura : min : 24 ºC max : 29 ºC
GH : min : 1 max: 5
Tamanho máximo : 140cm (em aquário)
Manutenção : Fácil
Agressividade : Média
Alimentação : Peixes, lascas de peixes, rações de fundo.
Características: Espécie bastante comum na bacia Amazônica a Araguaia, pode chegar facilmente a 60Kg e 100cm. Sua coloração é cinza escuro na parte superior e branca inferiormente, apresentando ndadeira caudal vermelha. É uma espécie que se alimenta de praticamente tudo o que encontra pela frente, possuindo a reputação de ser um devorador de crianças entre os povos indígenas. Bastante apreciado por pescadores por lutar bastante quando fisgado e por possuir carne saborosa.
Nome genérico : Pirarara
Nome científico : Phractocephalus hemioliopterus
Aquário mínimo : 1500 l
Habitat original : América do Sul
Região : Bacia amazônica
Família : Pimelodídeos
Ph : min : 6,0 max : 7,0
Temperatura : min : 24 ºC max : 29 ºC
GH : min : 1 max: 5
Tamanho máximo : 140cm (em aquário)
Manutenção : Fácil
Agressividade : Média
Alimentação : Peixes, lascas de peixes, rações de fundo.
Características: Espécie bastante comum na bacia Amazônica a Araguaia, pode chegar facilmente a 60Kg e 100cm. Sua coloração é cinza escuro na parte superior e branca inferiormente, apresentando ndadeira caudal vermelha. É uma espécie que se alimenta de praticamente tudo o que encontra pela frente, possuindo a reputação de ser um devorador de crianças entre os povos indígenas. Bastante apreciado por pescadores por lutar bastante quando fisgado e por possuir carne saborosa.
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Zépelim (Peixe Lápis)
Nome Cientifico: Nannostomus trifasciatus
Nome Popular: Peixe lápis, Zépelim.
Comprimento:6cm
Aquario: 40 Lts
Ph: 6.8
Temperatura: 26º C
Origem: Bacia Amazônica (Rio Negro)
Alimenteção: Onivoro
Reprodução: Oviparo
Originário das águas pretas do Rio Negro, é comum em regiões nas quais o fundo do rio é quase totalmente coberto com Vallisnerias, formando densas "florestas" submersas alternadas por áreas de areia muito fina sem vegetação. No aquário, são muito ativos, nadando em cardumes. Gostam de mordiscar folhas e troncos. Já os vi comendo algas filamentosas marrons, mas não são úteis para seu controle, como poderia se pensar. Adoram alimento granulado, principalmente Sera Discus color blue. Quando estão acasalando, macho e fêmea nadam lado a lado, encostados um no outro, agitando o corpo de um lado para o outro. Sua coloração fica mais bonita se houver pelo menos uma lâmpada de especto azul pois as nadadeiras pélvicas, que são um pouco azuladas, ficam com essa cor ainda mais intensa. Gostam de aquários bem plantados, com plantas chegando até a superfície, como em seu hábitat natural. Nadam preferencialmente na parte superior/média do aquário. De dia apresentam três linhas pretas horizontais. À noite, quando estão dormindo na superfície, trocam esse padrão por duas ou três listras grossas verticais. É muito interessante!
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Mocinha
Nome científico: Characidium fasciatum
Origem: Brasil
pH: 6,5 a 7,0
Temperatura: 26ºC
Dureza: 25 dH
Tamanho adulto: 7cm
Tamanho do aquário: 60L
Alimentação: onívoro
Reprodução: ovíparo
Quando parada, a Mocinha quase não chama a atenção mas é quando se desloca que todo aquarista se encanta com sua maneira de fazer isso, o motivo é que a Mocinha parece rastejar pelo fundo, apoiada sobre suas nadadeiras peitorais, que mais parecem dois braços apoiados no chão.
É um peixe pacífico, mas que não deve ser colocado com peixes lentos e de nanadeiras longas, isso porque ela vai beliscar as longas nadadeiras do companheiro, sempre que esse se aproximar, Kinguios e Acarás Bandeira Véu estão entre os que mais sofrem com essa "mania" da Mocinha.
Os melhores peixes para dividirem o aquário são Dânios e Tetras pois não competirão pelo menos território.
Um aquário com plantas, rochas e troncos será muito bem visto pela Mocinha, como não é um peixe que nada muito, vai utilizar esses elementos para subir próximo à superfície, seja para se alimentar, seja para observar o ambiente. As plantas de folhas largas como a Higrophylla corymbosa, serão um bom local para isso.
Na dieta deste peixe pode entrar qualquer tipo de alimento, rações em flocos, em granulos, alimento vivo como artêmia salina, tubifex etc. Só é preciso prestar atenção se a Mocinha está se alimentando adequadamente pois possui uma boca pequena e isso pode dificultar a captura de alguns tipos de alimento. É importante certifcar que o alimento esteja chegando até o fundo, pois a Mocinha não costuma se alimentar na superfície, no máximo subir em alguma coisa para pegar o alimento mais no alto.
Não há muita informação sobre sua reprodução em cativeiro, talvez por ser um peixe que não possui muito valor comercial e é encontrado com facilidade na natureza.
Dica Kz Power: Dê uma alimentação variada para seu peixe, Sera Viformo, Sera Wels-Chips, Sera Spirulina Tabs, Tetra Veggie Algae Wafers Extreme, Poytara peixes de Fundo
Alimente seu peixe sempre com alimentos de qualidade:
Sera
Tetra
Poytara
Origem: Brasil
pH: 6,5 a 7,0
Temperatura: 26ºC
Dureza: 25 dH
Tamanho adulto: 7cm
Tamanho do aquário: 60L
Alimentação: onívoro
Reprodução: ovíparo
Quando parada, a Mocinha quase não chama a atenção mas é quando se desloca que todo aquarista se encanta com sua maneira de fazer isso, o motivo é que a Mocinha parece rastejar pelo fundo, apoiada sobre suas nadadeiras peitorais, que mais parecem dois braços apoiados no chão.
É um peixe pacífico, mas que não deve ser colocado com peixes lentos e de nanadeiras longas, isso porque ela vai beliscar as longas nadadeiras do companheiro, sempre que esse se aproximar, Kinguios e Acarás Bandeira Véu estão entre os que mais sofrem com essa "mania" da Mocinha.
Os melhores peixes para dividirem o aquário são Dânios e Tetras pois não competirão pelo menos território.
Um aquário com plantas, rochas e troncos será muito bem visto pela Mocinha, como não é um peixe que nada muito, vai utilizar esses elementos para subir próximo à superfície, seja para se alimentar, seja para observar o ambiente. As plantas de folhas largas como a Higrophylla corymbosa, serão um bom local para isso.
Na dieta deste peixe pode entrar qualquer tipo de alimento, rações em flocos, em granulos, alimento vivo como artêmia salina, tubifex etc. Só é preciso prestar atenção se a Mocinha está se alimentando adequadamente pois possui uma boca pequena e isso pode dificultar a captura de alguns tipos de alimento. É importante certifcar que o alimento esteja chegando até o fundo, pois a Mocinha não costuma se alimentar na superfície, no máximo subir em alguma coisa para pegar o alimento mais no alto.
Não há muita informação sobre sua reprodução em cativeiro, talvez por ser um peixe que não possui muito valor comercial e é encontrado com facilidade na natureza.
Dica Kz Power: Dê uma alimentação variada para seu peixe, Sera Viformo, Sera Wels-Chips, Sera Spirulina Tabs, Tetra Veggie Algae Wafers Extreme, Poytara peixes de Fundo
Alimente seu peixe sempre com alimentos de qualidade:
Sera
Tetra
Poytara
Tetra Buenos Aires
Nome Cientifico: Hyphessobrycon anisitsi
Nome Popular: Tetra Buenos Aires, Buenos Aires.
Tamanho Max: 10 Cm
Aquario Min: 40 Lts
Ph: 6.8 a 7.5 Ideal 7.0
Temp: 24ºC a 28ºC Ideal 26ºC
Reprodução: Oviparo
Alimentação: herbivoro
Dica Kz Power: De uma alimentação bem alternada para o seu peixe
Ex: Sera Vipan, Sera Flora, Sera San, Sera Spirulina Tabs, Sera FD Tubfex, Sera FD Artemia, Sera FD Mückenlarven.
Tetra Min Flakes, Tetra Min Crisps, Tetra Color Flakes, Tetra Veggie, Tetra Blood Worms.
Poytara Dia-a-dia, Poytara Spirulina
Use sempre rações de qualidade:
Sera
Tetra
Poytara
Nunca manter em aquarios com plantas pois eles comem todas, mesmo plantas com folhagens mais densas, e esse é um peixe de cadume por isso deve-se manter no minimo 5 exemplares.
Nome Popular: Tetra Buenos Aires, Buenos Aires.
Tamanho Max: 10 Cm
Aquario Min: 40 Lts
Ph: 6.8 a 7.5 Ideal 7.0
Temp: 24ºC a 28ºC Ideal 26ºC
Reprodução: Oviparo
Alimentação: herbivoro
Dica Kz Power: De uma alimentação bem alternada para o seu peixe
Ex: Sera Vipan, Sera Flora, Sera San, Sera Spirulina Tabs, Sera FD Tubfex, Sera FD Artemia, Sera FD Mückenlarven.
Tetra Min Flakes, Tetra Min Crisps, Tetra Color Flakes, Tetra Veggie, Tetra Blood Worms.
Poytara Dia-a-dia, Poytara Spirulina
Use sempre rações de qualidade:
Sera
Tetra
Poytara
Nunca manter em aquarios com plantas pois eles comem todas, mesmo plantas com folhagens mais densas, e esse é um peixe de cadume por isso deve-se manter no minimo 5 exemplares.
domingo, 23 de outubro de 2011
Cascudo
Nome Cientifico: Hypostomus plecostomus, Liposarcus pardalis
Nome popular: Cascudo, peixe gato...
Origem: America do Sul Bacia Amazonica
Ph: 6.6 á 7.5
Dh: 6 á 10
Temperatura: 20ºC á 30ºC ideal: 24ºC á 28ºC
Reprodução: Oviparo
Introdução:
Cascudos (ou Acaris) são peixes que possuem boca em forma de ventosa,placas ósseas ao invés de escamas,capacidade de dilitar a pupila do globo ocular e cabeça achatada.
Vale lembrar que, muitas vezes , Coridoras, Tamboatás e Dianemas , podem ser encontradas à venda com o nome de Cascudos, porém estes pertencem a família Callichthyidae (Calictídeos). Apesar de serem parentes próximos dos Loricarídeos, apresentam diferenças no formato da boca e na forma da distribuição das placas ósseas.
Os Cascudos pertencem à família Loricariidae (Loricarídeos) e estão divididos nos seguintes Gêneros:
Ancistrus,Hipostomus,Bariancistrus,Acanthicus,Hypancistrus,Leporacanthicus,Panaque,Pseudacanthicus,Peckoltia. Ordem:Siluriformes (Peixes Gato) e Classe Actinopterygii.
Atualmente há em torno de 600 espécies já reconhecidas e são a maior Família de peixes de fundo.
Possuem a origem no Continente Americano,porém são encontrados em maior abundância na América do Sul. Infelizmente pela ação humana , hoje são encontrados em diversos países.
Habitat:
Habitam diversas regiões dos rios,mas geralmente são encontrados mais próximos de onde as águas dos rios são mais correntes , o que proporciona maior nível de Oxigênio diluído , do qual os Cascudos necessitam bastante.
Alimentam-se de folhas mortas,troncos, pequnenos vermes e etc.
Em Aquários:
A princípio, os Cascudos eram recomendados porque alimentavam-se das algas que aparecem em aquários , mas é errado mantê-los alimentados somente com algas e vamos abordar este assunto adiante.
A descoberta de novas espécies exóticas, está atraindo muitos admiradores desta espécie.O importante para se manter os Cascudos sadios é um aquário com dimensões compatível à espécie que o aquarista pretende criar. Vale lembrar que conforme a espécie , ficam enormes, podendo passar dos 30 cm.
A decoração (layout) deve contar com o maior número de tocas possível, utilizando troncos e pedras porque a maioria dos Cascudos são de hábitos noturnos e territoriais além além de se sentirem mais seguros.
Plantas,são muito bem-vindas,pois estas criam áreas com sombra , fazendo com que os Cascudos dêem pequenos passeios à procura de alimento mesmo com as luzes acesas.Porém, conforme a espécie de Cascudo e devido ao tamanho e seu modo de nadar , podem acabar arrancado ou quebrando suas folhas . Boas opções são as Valisnerias,Higrophilas,Salvinia e etc.
Um exemplo de toca utilizando tronco:
Recomendo iluminação abaixo de 1 W/L , porque possuindo uma forte iluminação, o Cascudo ficará a maior parte do tempo na toca e o que muitas vezes pode chegar a estressá-lo , causando problemas futuros.
Deve-se possuir o melhor sistema de filtragem possível e manter os parâmetros de água adequados à espécie. E uma boa alimentação
Alimentação:
Muitos pensam que todos os Cascudos são algueiros, mas há espécies que apreciam dietas carnívoras, ou seja, vermes, insetos aquáticos e até pequenos peixes. Um exemplo: Hypancistrus zebra ou Cascudo Zebra Imperial.
O aquarista pode alimentá-los com rações industrializadas à base de vegetais ou spirulina (deve-se escolher rações que afundem rápido).
O aquarista pode e deve, também, fornecer alimentos que fazem parte da nossa alimentação, tais como: pepino, abóbora, batata, abobrinha, repolho e alface, pois são ricos em fibras, das quais eles necessitam bastante. Estes alimentos devem ser dados crus (o uso de espetinhos de churrasco ajuda bastante a fixação dos alimentos citados no substrato do aquário). É importante retirar os restos no dia seguinte para que não danifiquem a água.
É recomendado dar o alimento pouco antes de desligar as luzes do aquário.
Método de uso do espetinho de churrasco :
Material:
1 espetinho de churrasco de preferencia de metal ou que tenha um pouco de peso,pois assim evita que a(s) rodelas do alimento flutuem.
1 barbante(recomendo o uso em caso de substrato de granulação fina,pois assim evita-se que o cascudo ou outros peixes derrubem o espetinho.
1 clips (este servirá para sustentar o barbante).
A Compra:
Quase todos os peixes, até chegar às mãos do aquarista, recebem maus tratos. Portanto, procure os exemplares que estejam fisicamente intactos, que tenham nado perfeito e, de preferência estejam um pouco barrigudinhos.
Sua introdução no aquário deve ser efetuada com cuidado (isso vale para todas as espécies de peixe), pois um choque térmico e mudanças bruscas nos parâmetros da água podem enfraquecê-los a ponto de chegar à morte.
Para evitar os choques, deve-se fazer a adaptação de temperatura : basta deixar o saquinho plástico boiando na água do aquário em torno de 30 minutos ou mais. Após as temperaturas se igualarem, a adaptação do animal ao novo parâmetro de água precisa ser feita com cuidado e devagar.
O procedimento: aos poucos, jogue água do aquário na água do saquinho. E às vezes, jogue um pouco da água do saquinho fora. Assim que tiver entrado um grande volume de água do aquário, no saquinho, retire o peixe com uma redinha e solte-o no aquário tomando cuidado para não jogar a água do saquinho no aquário.
A Questão do L-número:
Geralmente, os Cascudos que ainda não tem um nome científico definido, usam a letra L=Loricariidae (Loricarídeos). Isto ocorre pois uma revista alemã sobre aquarismo (DATZ) resolveu catalogar os Cascudos da Amazônia.O uso desses nomes serve somente para codificar as espécies ( local de origem, tamanho e manchas do corpo das espécies catalogadas).
Os Cascudos que usam LDA-número foram catalogados por outra revista alemã (Das Aquarium).
Resumindo: Os Cascudos que usam L e LDA, não foram descobertos por biólogos e sim pelas duas revistas citadas acima. As razões são: diferenciação e catalogação de espécies.
Reprodução:
Dimorfismo:
na maioria das espécies de cascudos, o dimorfismo sexual é muito difícil de se observar e é somente possível em exemplares adultos. Observando-se , por exemplo , o Baryancistrus sp. L-018 ou Cascudo Pepita de Ouro (tamanho adulto: 30 cm) , veremos que a fêmea é mais roliça e um pouco menor que o macho.
Após um casal estar bem adaptado no aquário, o macho vai levar a fêmea para a sua toca, onde ela irá depositar os ovos. Após a desova, o macho vai proteger a prole até a eclosão (recomenda-se a retirada da fêmea). A eclosão dos ovos ocorre depois de 5 a 7 dias, mas varia conforme a espécie e temperatura.
A alimentação dos alevinos deve ter inicio após o desaparecimento do saco vitelino e deve ser igual à dos pais, porém em proporções bem menores. Devem ser retirados os restos de alimentos para que não prejudique os parâmetros da água, pois os alevinos são muito mais frágeis em comparação aos adultos.
Nome popular: Cascudo, peixe gato...
Origem: America do Sul Bacia Amazonica
Ph: 6.6 á 7.5
Dh: 6 á 10
Temperatura: 20ºC á 30ºC ideal: 24ºC á 28ºC
Reprodução: Oviparo
Introdução:
Cascudos (ou Acaris) são peixes que possuem boca em forma de ventosa,placas ósseas ao invés de escamas,capacidade de dilitar a pupila do globo ocular e cabeça achatada.
Vale lembrar que, muitas vezes , Coridoras, Tamboatás e Dianemas , podem ser encontradas à venda com o nome de Cascudos, porém estes pertencem a família Callichthyidae (Calictídeos). Apesar de serem parentes próximos dos Loricarídeos, apresentam diferenças no formato da boca e na forma da distribuição das placas ósseas.
Os Cascudos pertencem à família Loricariidae (Loricarídeos) e estão divididos nos seguintes Gêneros:
Ancistrus,Hipostomus,Bariancistrus,Acanthicus,Hypancistrus,Leporacanthicus,Panaque,Pseudacanthicus,Peckoltia. Ordem:Siluriformes (Peixes Gato) e Classe Actinopterygii.
Atualmente há em torno de 600 espécies já reconhecidas e são a maior Família de peixes de fundo.
Possuem a origem no Continente Americano,porém são encontrados em maior abundância na América do Sul. Infelizmente pela ação humana , hoje são encontrados em diversos países.
Habitat:
Habitam diversas regiões dos rios,mas geralmente são encontrados mais próximos de onde as águas dos rios são mais correntes , o que proporciona maior nível de Oxigênio diluído , do qual os Cascudos necessitam bastante.
Alimentam-se de folhas mortas,troncos, pequnenos vermes e etc.
Em Aquários:
A princípio, os Cascudos eram recomendados porque alimentavam-se das algas que aparecem em aquários , mas é errado mantê-los alimentados somente com algas e vamos abordar este assunto adiante.
A descoberta de novas espécies exóticas, está atraindo muitos admiradores desta espécie.O importante para se manter os Cascudos sadios é um aquário com dimensões compatível à espécie que o aquarista pretende criar. Vale lembrar que conforme a espécie , ficam enormes, podendo passar dos 30 cm.
A decoração (layout) deve contar com o maior número de tocas possível, utilizando troncos e pedras porque a maioria dos Cascudos são de hábitos noturnos e territoriais além além de se sentirem mais seguros.
Plantas,são muito bem-vindas,pois estas criam áreas com sombra , fazendo com que os Cascudos dêem pequenos passeios à procura de alimento mesmo com as luzes acesas.Porém, conforme a espécie de Cascudo e devido ao tamanho e seu modo de nadar , podem acabar arrancado ou quebrando suas folhas . Boas opções são as Valisnerias,Higrophilas,Salvinia e etc.
Um exemplo de toca utilizando tronco:
Recomendo iluminação abaixo de 1 W/L , porque possuindo uma forte iluminação, o Cascudo ficará a maior parte do tempo na toca e o que muitas vezes pode chegar a estressá-lo , causando problemas futuros.
Deve-se possuir o melhor sistema de filtragem possível e manter os parâmetros de água adequados à espécie. E uma boa alimentação
Alimentação:
Muitos pensam que todos os Cascudos são algueiros, mas há espécies que apreciam dietas carnívoras, ou seja, vermes, insetos aquáticos e até pequenos peixes. Um exemplo: Hypancistrus zebra ou Cascudo Zebra Imperial.
O aquarista pode alimentá-los com rações industrializadas à base de vegetais ou spirulina (deve-se escolher rações que afundem rápido).
O aquarista pode e deve, também, fornecer alimentos que fazem parte da nossa alimentação, tais como: pepino, abóbora, batata, abobrinha, repolho e alface, pois são ricos em fibras, das quais eles necessitam bastante. Estes alimentos devem ser dados crus (o uso de espetinhos de churrasco ajuda bastante a fixação dos alimentos citados no substrato do aquário). É importante retirar os restos no dia seguinte para que não danifiquem a água.
É recomendado dar o alimento pouco antes de desligar as luzes do aquário.
Método de uso do espetinho de churrasco :
Material:
1 espetinho de churrasco de preferencia de metal ou que tenha um pouco de peso,pois assim evita que a(s) rodelas do alimento flutuem.
1 barbante(recomendo o uso em caso de substrato de granulação fina,pois assim evita-se que o cascudo ou outros peixes derrubem o espetinho.
1 clips (este servirá para sustentar o barbante).
A Compra:
Quase todos os peixes, até chegar às mãos do aquarista, recebem maus tratos. Portanto, procure os exemplares que estejam fisicamente intactos, que tenham nado perfeito e, de preferência estejam um pouco barrigudinhos.
Sua introdução no aquário deve ser efetuada com cuidado (isso vale para todas as espécies de peixe), pois um choque térmico e mudanças bruscas nos parâmetros da água podem enfraquecê-los a ponto de chegar à morte.
Para evitar os choques, deve-se fazer a adaptação de temperatura : basta deixar o saquinho plástico boiando na água do aquário em torno de 30 minutos ou mais. Após as temperaturas se igualarem, a adaptação do animal ao novo parâmetro de água precisa ser feita com cuidado e devagar.
O procedimento: aos poucos, jogue água do aquário na água do saquinho. E às vezes, jogue um pouco da água do saquinho fora. Assim que tiver entrado um grande volume de água do aquário, no saquinho, retire o peixe com uma redinha e solte-o no aquário tomando cuidado para não jogar a água do saquinho no aquário.
A Questão do L-número:
Geralmente, os Cascudos que ainda não tem um nome científico definido, usam a letra L=Loricariidae (Loricarídeos). Isto ocorre pois uma revista alemã sobre aquarismo (DATZ) resolveu catalogar os Cascudos da Amazônia.O uso desses nomes serve somente para codificar as espécies ( local de origem, tamanho e manchas do corpo das espécies catalogadas).
Os Cascudos que usam LDA-número foram catalogados por outra revista alemã (Das Aquarium).
Resumindo: Os Cascudos que usam L e LDA, não foram descobertos por biólogos e sim pelas duas revistas citadas acima. As razões são: diferenciação e catalogação de espécies.
Reprodução:
Dimorfismo:
na maioria das espécies de cascudos, o dimorfismo sexual é muito difícil de se observar e é somente possível em exemplares adultos. Observando-se , por exemplo , o Baryancistrus sp. L-018 ou Cascudo Pepita de Ouro (tamanho adulto: 30 cm) , veremos que a fêmea é mais roliça e um pouco menor que o macho.
Após um casal estar bem adaptado no aquário, o macho vai levar a fêmea para a sua toca, onde ela irá depositar os ovos. Após a desova, o macho vai proteger a prole até a eclosão (recomenda-se a retirada da fêmea). A eclosão dos ovos ocorre depois de 5 a 7 dias, mas varia conforme a espécie e temperatura.
A alimentação dos alevinos deve ter inicio após o desaparecimento do saco vitelino e deve ser igual à dos pais, porém em proporções bem menores. Devem ser retirados os restos de alimentos para que não prejudique os parâmetros da água, pois os alevinos são muito mais frágeis em comparação aos adultos.
Ctenopoma Leopardo
Nome Popular: Ctenopoma Leopardo
Nome Científico: Ctenopoma acutirostre
Tamanho adulto: 17 cm
Temperatura da água: 22º – 27º C
PH: 6.8 a 7.5
Características:
O Leopardo tem uma característica bem interessante que são suas pintas como es fossem mesmo uma pintura de um leopardo, normalmente é um peixe que vive sozinho e com suas espécies ele é muito agressivo, recomenda-se utilizar peixes de tamanho similar a ele.
Alimentação:
Carnívoros comem rações específicas para carnívoros, alimentos vivos como artêmias e alimentos congelados .
Reprodução:
Construtores de ninhos bolhas os Leopardos devem ser mantidos em água em torno de pH 6,5-7,0, dureza dH 2-4 e água em torno 28 ° C além de um aquário de pelo menos 200litros para sua reprodução. Os alevinos devem ser alimentados com alimentos vivos, como artêmia. Se a estes peixes forem dadas as constantes “espaço” e “dieta” adequadas, muitas vezes eles vão crescer até 1/2 com seu tamanho adulto em 2-3 meses.
Nome Científico: Ctenopoma acutirostre
Tamanho adulto: 17 cm
Temperatura da água: 22º – 27º C
PH: 6.8 a 7.5
Características:
O Leopardo tem uma característica bem interessante que são suas pintas como es fossem mesmo uma pintura de um leopardo, normalmente é um peixe que vive sozinho e com suas espécies ele é muito agressivo, recomenda-se utilizar peixes de tamanho similar a ele.
Alimentação:
Carnívoros comem rações específicas para carnívoros, alimentos vivos como artêmias e alimentos congelados .
Reprodução:
Construtores de ninhos bolhas os Leopardos devem ser mantidos em água em torno de pH 6,5-7,0, dureza dH 2-4 e água em torno 28 ° C além de um aquário de pelo menos 200litros para sua reprodução. Os alevinos devem ser alimentados com alimentos vivos, como artêmia. Se a estes peixes forem dadas as constantes “espaço” e “dieta” adequadas, muitas vezes eles vão crescer até 1/2 com seu tamanho adulto em 2-3 meses.
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